Wednesday, March 09, 2011

No linear da Demência

No linear da demência e da genialidade, esconde-se a arte como ela mesma se apresenta. Crua, nua e com demência, ou simplesmente a forma mais condescendente de querer ser relembrado nos longos períodos do tempo, que nos faz correr atrás de sonhos mesmo que não tenhamos forças para eles. Não há que desistir, há que insistir e persistir. Até que um dia se dê valor ao que é simples e fora de moda, seja a moda antiga ou moderna.
Há mais para além destas, e haverá sempre mais para descobrir, mas não há vontade para mostrar.
Apenas se levanta o pano, em vez de o abrir por completo na realização de uma personagem ou de um actor que se julga sempre incompleto.

www.myspace.com/milesbassoon

Wednesday, February 02, 2011

Noites Longas, felinos em Janeiro

Da insatisfação nasce a vontade de submergir, de rebuscar o paulito já derrubado pela malha de uma noite gélida. Ergue-lo em haste pública dos escombros de uma cidade morta, crua, nua. Desvinculada. Só a honra de estar compacto na sua simpatia de uma pragmática clareira, o faz esquecer tão profundas raízes.