Opulência.
Excesso de riqueza. E não é tão embaraçoso saber-se de que se sofre do mal que se reivindica!?
Ora, pois assim me encontro, com a minha opulência de ter uma riqueza enorme e não ter como sustentar o meu ser. Paradigma interessante e controverso, dicotomia entre duas forças opostas - que afinal se atraem. Ou, puro e simplesmente se repugnam, e quando, noutros casos, são-se indiferentes.
Assim se junta o belo e o amargo, num prato de sopa com faca e garfo, e de entre estes uma colher de sobremesa que não serve para mais nada a não ser amparar as sementes de uma laranja-lima ácida.
Definido por muitos e incompreendido por todos.
É assim o amor.
(declaro desistência a tentar convidar-te para sair ou de me aproximar de ti. Deixo isso contigo. E se me achares um pouco tresloucado, peço desculpa, mas não sou de cá.) Felicidades para ti.
retirado de uma carta de D.Pedro para Ana Formosa de Santa Fé.
