Tuesday, April 27, 2010

Opulência

Opulência.

Excesso de riqueza. E não é tão embaraçoso saber-se de que se sofre do mal que se reivindica!?
Ora, pois assim me encontro, com a minha opulência de ter uma riqueza enorme e não ter como sustentar o meu ser. Paradigma interessante e controverso, dicotomia entre duas forças opostas - que afinal se atraem. Ou, puro e simplesmente se repugnam, e quando, noutros casos, são-se indiferentes.
Assim se junta o belo e o amargo, num prato de sopa com faca e garfo, e de entre estes uma colher de sobremesa que não serve para mais nada a não ser amparar as sementes de uma laranja-lima ácida.
Definido por muitos e incompreendido por todos.
É assim o amor.


(declaro desistência a tentar convidar-te para sair ou de me aproximar de ti. Deixo isso contigo. E se me achares um pouco tresloucado, peço desculpa, mas não sou de cá.) Felicidades para ti.



retirado de uma carta de D.Pedro para Ana Formosa de Santa Fé.


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Wednesday, April 14, 2010

Afinal somos quantos no Mundo?

ESTOU ALÉM

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra nao chegar tarde

Nao sei de que é que eu fujo
Sera desta solidao
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mao

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfacao
Nao consigo compreender
Sempre esta sensacao
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde nao estou
Estou bem aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde nao estou

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Tuesday, January 12, 2010

O mar enrola na areia... e vice-versa.














Comecemos pela arte de ser um ser. Continuemos pela maneira de estar estando. Voltemos as costas às dores doendo. Alimente-mo-nos de pão e água, e de pequenas amoras silvestres que colhemos do chão.

Mostremos ao céu que ele está lá para nos proteger, e revoguemos as lembranças de um passado tão recente que deixou de ser lembrança. Um presente tão sofrido que já devia ser passado. E um futuro tão incerto como o tempo que faz para amanhã.

Saberás sempre por onde ir e nunca vais encontrar o caminho que querias. Saberás sempre como agir e nunca terás a sorte de o ser. Mas continuando de pé, chegaste ao mar, e nele não te banhas por teres frio.

Águas geladas. Noites quentes. Correntes emaranhadas. Pessoas. Diligentes.

Mar revolto em ondas encrespadas. Ventos cortantes com areias pegadas. Chuva que caí de um céu iluminado. A trovoada é paga por um qualquer santo que se arma em parvo.

E logo surge de entre as nuvens e a agonia. Uma doce dança e uma estranha alegria. Um poderoso amargo de tão doce que é, e não ficas parado, muito menos de pé.
Mas como em toda a noite a seguir surge o dia. O tempo acaba e com ele a euforia. Dá-se lugar à tensão e a ansiedade, e não vês a hora de voltar para a cidade. Voltar para a agitação e para o reboliço. Para o mar azul onde me perco no calor do pacífico e no azul manto que nos cobre.


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